Hoje decidi registrar algo diferente: pela primeira vez em muito tempo, o silêncio não me assusta. As lembranças que antes me perseguiam perderam a força, como ecos distantes que já não encontram espaço em mim. Não foi de um dia para o outro foi um processo lento, às vezes doloroso, mas necessário.
Percebi que me apegar ao que não existe mais só me mantinha preso. Aos poucos, fui soltando, aceitando, reconstruindo. Aquela versão antiga de mim já não define quem eu sou agora. E, surpreendentemente, isso não dói mais alivia.
Hoje caminho pelas mesmas ruas, mas com outros olhos. O peso diminuiu, a mente clareou, e o futuro deixou de parecer um lugar vazio. Não apaguei apenas memórias me libertei delas.
Se ainda resta algo, é só aprendizado. E isso eu escolho levar.
— Magnollya