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Sob o gelo imóvel da Cidade Submersa algo começa a nascer, no silêncio profundo do lago pequenas flores surgem devagar. Adaptadas a um frio que nunca termina, não brilham para chamar a atenção, crescem porque podem. Porque ali aprenderam a existir, como sinais discretos de vida num lugar onde quase tudo parece adormecido.

O Florescer Gelado não é sinal do fim do inverno, mas da sua aceitação, cada pétala clara guarda o peso da água e do tempo. Ligada a um espaço quieto, denso e parado, é uma vida frágil mas firme. Que transforma o frio em abrigo e o silêncio em presença.