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Enquanto caminhava por Angelfall, senti o frio suave da noite misturar-se ao cheiro intenso dos pinheiros. O vilarejo dormia em silêncio, mas algo no ar parecia vivo, como se me observasse. Foi então que avistei as marcas luminosas no chão, guiando meus passos até o coração do vale.
Entre a névoa, surgiu o cervo de porte sereno, emanando uma paz que aquecia mais do que qualquer fogueira. Seus movimentos eram lentos, quase sagrados, e por um instante tive a sensação de estar diante de algo divino.
Quando levantei os olhos, percebi que sua silhueta desenhava a forma de um anjo contra o céu estrelado. Permaneci ali, imóvel, entendendo que aquele encontro não era acaso, mas um presente silencioso do próprio espírito natalino.