Minino, verdade seja dita: Carnaval do bom mermo, só pode ser na nossa mãezinha Bahia. Já ouvisse falar na farra que a gente faz em Salvador? Meu filho, se você não tá pra mixaria, pise pra Salvador, que num tem erro não.
Pois eu bem que usei desse mermo conselho que tô lhe dando. Quando soube que ia ter bloquinho de IVETE, neguinho, não pensei duas vezes: juntei meus pano-de-bunda e corri pra cidade sagrada. Há quem chame a terra bonita de ilha do amor, e se Iveta tá lá, não tenha dúvida que seja mesmo, viu?
Apois, veja. A primeira coisa que fiz foi me chegar no Pelourinho. Se tu tem gosto pela música, pela dança, por uma danada de uma caipirinha docinha e gelada, tu vai querer colar lá também. Ainda mais nesse sol quente, que aaave-maria.
Mas num demorei demais lá não, afinal, o objetivo era sobreviver ao bloquinho. E que ousadia minha chamar de bloquinho. Aquilo num era nem um bloco só, era um pack inteiro, minha gente. Era Carlinhos, era Bell, Banda Eva, Chiclete, Iveta, tudo no mesmo dia. Enquanto eu tomava minha caipirinha, esses nomes tudinho foram passando pela minha cabeça, e foi aí que chega me deu um negócio, aquele embrulho. CHEGA DE CAIPIRINHA, que vô pra pipoca!
Nego, não elaborei nem make nenhuma. Foi banho, glitter e rua! O toque do afroxé e a força de onde vem, ninguém explica, bixo. Quando penso que não, eu já tava acompanhando qualquer paredão que passava. Dei uma carreira, e ainda peguei o restinho do show do Alok. Ei, meu deuso, nada contra, mas termine logo aí, que eu vim pra ouvir axé.
E aí, entra ela, rainha, belíssima, poderosa como a espada de um samurai. Ai que coisa tão linda, quando ela passa, me faz chorar - já dizia Dani Mercury, né? E eu chorei. Arre, foi choro não, foi dilúvio. Sou tiete da Ivete mesmo, num dá nem pra negar.
Mas vou te adiantar logo o melhor pedaço (e, pasme, que não foi eu ter encontrado 4 latões por 10). Minha rainha tinha lançado uma música pouco antes do Carnaval, e quem duvidou que não seria hit, se enganou, viu? Neguinho, nunca vi aquilo. Era mermigual uma onda, foi todo mundo começando a cantar, e teve hora que não importava mais.
Não importava se você tava de abadá, se você tava sem abadá, se você tava bebendo pinga ou cerveja. Você tava cantando o hino da Iveta. NEM ELA AGUENTOU. A princesa chorô e eu chorei junto. Ai que alegria, pivete.
Mas não pense que esse bloco era só pra fã de Ivete não. Mesmo tu não sendo, ia se derreter igual manteiga quando se deixasse invadir pelo calor, pela alegria, pela cultura de Salvador. Isso é em qualquer época do ano. Fique esperto, nego, que no próximo ano, quem vai querer estar lá, é tu!
<3
Iron Hotel - Polimerase
