Eles criaram um monstro e temeram diante dele — o que se tornou engraçado: provaram do próprio veneno.
No dia em que confiaram nela, ninguém percebeu o fio solto, o segundo a mais, o sorriso errado antes do estrondo ou qualquer sinal que denunciasse sua índole.
A explosão não era para atingir aquilo, mas atingiu. O som que veio logo em seguida não foi o da bomba, e sim o silêncio pesado de quem não voltou. Desde então, cada gargalhada nascia de uma ferida aberta demais para cicatrizar; cada explosão era uma memória que se recusava a morrer, repetindo o ocorrido em novas formas, novos alvos, novas cores.
Jinx não destruía por prazer. Destruía porque foi assim que aprendeu a respirar depois daquele dia. Porque o caos abafava os nomes que insistiam em ecoar quando tudo ficava quieto. E ela permaneceu. Não por vitória, mas porque sobreviveu ao que deveria tê-la quebrado.
Sozinha.
Instável.
Viva.