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Adorável Cervo

A neve caía levemente. Seus passos eram cautelosos, afinal, ele não estava mais em seu simples vilarejo. Ali era Angelfall, e por isso não podia baixar a guarda. Os contos eram verdadeiros: ele podia sentir a magia se estender por todo o corpo, perceber a respiração se tornando mais difícil por causa do ar rarefeito e de algo a mais, invisível aos olhos.

 

Seguiu adiante, por entre pinheiros que se erguiam tão altos que pareciam tocar o céu, agora quase tomado pela escuridão. Nesse momento, ele já havia alcançado o coração do vale. Como se percebesse sua chegada, surgiu o cervo luminoso, imenso e sereno, envolvendo a paisagem que até há pouco causara incertezas e transformando-a em algo que acalmou todos os receios, trazendo consigo uma estranha sensação de paz.

 

Os olhos do cervo espelhavam o céu crepuscular, neles repousavam as memórias de invernos passados e de promessas ainda não cumpridas. O protagonista quase se esqueceu de respirar. Brilhos como estrelas flutuavam ao redor da criatura, emanando das pegadas cintilantes deixadas sobre a neve. O cervo, então, voltou o olhar para ele, que retribuiu, com o coração batendo rápido, como se dissesse: “Angelfall é realmente mágica”.

 

NICKNAME: CHEUSSYE