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@anonymous · Jul 9, 2014

Descrença. Vergonha. Todo brasileiro nesta manhã do dia nove de julho ainda sofre pela ressaca da paulada tomada nessa semifinal contra alemanha. E porque tamanha revolta? Por que tantas vaias? Por que vaiar o hino tão desrespeitosamente das outras nações com o objetivo de intimidar os times adversários? É isso o se chama orgulho brasileiro? Soberba maldita essa que fazem os brasileiros acreditarem que devem sempre ser os melhores. Que se acham no direito de criticar desproporcionalmente quando são criticados.

O orgulho ufanista da propaganda de um banco, que clama a força e o amor ao país em uma chuteira “metaforiza” com a realidade que nosso orgulho e educação não chegam sequer aos pés daqueles que nos venceram, principalmente, utilizando a arma da humildade. Um dia alguém falou que a pior arrogância é se achar humilde. É possível que esta nação tenha sofrido derrotas maiores contra outros países sem sequer jogar contra eles. Os japoneses recolheram todo seu lixo e mostraram ao brasileiro que é possível não jogar lixo à revelia. No país deles, não tem lixeiras nas ruas. Cada um recolhe seu lixo e leva pra casa. E a zebra costa riquenha que se utilizou das verdades estatísticas para esfregar na cara de qualquer governante desta pátria que é possível fazer uma nação com quase 100% de cidadãos alfabetizados. E a Alemanha? Um país que amargou guerras e regimes políticos devastadores e conseguiu se reerguer. Hoje é uma das poucas nações, dentro das fronteiras do EURO, que têm uma economia sólida e um futebol no mesmo patamar.

Tudo que falarão sobre os motivos da derrota acachapante terão a ver com planejamento. E o planejamento mais importante - e negligenciado - é o da educação. É mandatório que esta pátria que “bota o amor na chuteira” se planejar fortemente para garantir um futuro onde as derrotas no futebol não deixarão tantas feridas como esta. Onde orgulho não terá nada a ver com Ter e mais com Ser. Onde nos apegaremos aos bons exemplos pra fazer a coisa certa e não aos maus exemplos para justificar nossos erros. Um futuro onde iremos ouvir, em silêncio, o hino do país adversário. Um futuro onde planejamento não tem nada a ver com gastar e sim com crescer. O Brasil perdeu. A culpa não é de Felipão; não é dos jogadores. A culpa é sua. Nossa. De qualquer um que está com essa “ferida no peito”.