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Jinx - Inquieta e Sombria!

Ela não anda — ela ricocheteia. Entre paredes sujas e luzes doentes, o mundo vira alvo móvel, e cada passo é um erro calculado. O riso escapa antes do pensamento, como se o corpo soubesse algo que a mente ainda discute em gritos. Fragmentos de infância rangem nos bolsos: nomes riscados, promessas detonadas, um afeto que virou gatilho.

Por dentro, tudo pulsa em estilhaços. As vozes não pedem licença; brigam, ensaiam, aplaudem o desastre. Ainda assim, existe um desenho secreto no caos: fios puxados com dedos trêmulos, escolhas feitas no último milissegundo, liberdade arrancada à força. Ela cria porque não suporta o silêncio. Destrói porque entende demais o que permanece inteiro.

Quando a explosão vem, não é fuga — é assinatura. Um grafite em fogo dizendo eu existo, mesmo que o mundo responda com medo. E no eco da própria gargalhada, ela corre. Não para longe do passado, mas rápido o bastante para que ele não a alcance inteira.


- Mad, Habblive.