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A dama velada

Sempre me foi dito que a realeza era como um conto de fadas, um Príncipe, uma família feliz embuias em lindos castiçais e cavalos-brancos a correr pela pradaria verdejante. De fato, para uma menina cujos longos cabelos negros ondulados ao vento e os pés descalços sobre a grama úmida, estes pensamentos eram como poesia descrita pelos mais românticos trovadores de uma época cintilante. Mas, a verdade, pode tardar e até nos atingir como uma espada, um florete embebido de sangue dos nossos sonhos de outrora. Ao conhecer o amor de minha vida, soube instintivamente que aquele poderia ser meu final feliz, minha epopeia... Mas como dito antes, toda historia tem seu fim, e definitivamente não foi feliz. Os encontros no jardim que antes eram para saborear brioches

glaceados com rosas frescas, se tornaram ombros pesados pela responsabilidade e cautela de um reino, a felicidade da companhia de meu amor, foi trocada por distância e deveres vertidos violentamente para o que chama de "imperatriz", e o conto de fadas da inocente menina se tornou o incio da tragédia da infelicidade velada a ouro. Ecoando em minha mente, o sábio proverbio, "nem tudo que reluz é ouro".