Com o passar dos dias, a presença do pato com a bandeira começou a causar curiosidade sincera. Os mais jovens nadavam por perto, tentando entender por que ele era tão confiante mesmo sendo diferente. Um dia, durante uma tempestade, os ventos arrancaram folhas das árvores e agitaram a água do lago. Enquanto todos corriam para se proteger, foi o pato da bandeira que nadou até os filhotes perdidos e os guiou de volta à margem.
A bravura colorida não passou despercebida. Quando a calmaria voltou, os mais velhos se reuniram e, sem dizer palavras, começaram a nadar ao lado dele, formando um arco-íris vivo na superfície. O lago, antes dividido pelo medo do incomum, agora cantava. E o pato, com sua bandeira vibrante, soube então que não era um erro e sim um sinal de mudança.