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Morguesa

Eu estava em um elevador, mas ele nunca parava de subir. O botão do andar já tinha sido apertado há muito tempo, e o número no painel continuava subindo, cada vez mais rápido. O som do elevador era abafado, mas podia ouvir uma respiração estranha vindo de algum lugar dentro dele. Quando olhei para o espelho, não era mais eu quem estava refletido, mas uma versão minha, com os olhos completamente negros, me encarando fixamente. Eu tentei sair, mas as portas não abriam. A respiração aumentava, e parecia que algo estava prestes a sair de dentro do espelho. Eu queria gritar, mas a minha voz não saia. O elevador continuava subindo, sem fim.