No pergaminho, Miguel leu uma mensagem escrita em português arcaico, acompanhada de um trecho em latim:
"Àquele que encontrar estas palavras,
guarde-as sob sigilo. Os erros do passado
não podem ser esquecidos, mas corrigidos.
Procura o 'espelho negro,' onde o tempo
oculta sua verdade."
O latim dizia: "Tempus non oblitus, sed occultus est. Sine luce, omnia pereunt."
Nas margens, símbolos estranhos e constelações rudimentares cercavam um mapa que apontava para um bosque próximo à casa. Um "X" marcava o local exato, ao lado de uma árvore destacada. A combinação de texto e mapa parecia mais que um enigma: era um chamado, ou talvez um aviso sobre algo esquecido pelo tempo.
- Flumonteiro