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Visão do Eren sobre Liberdade

Disseram que eu era um herói. Depois, um monstro

No fundo… só queria voar para longe dali.

Desde novo, eu via o céu fora dos muros e criava asas. Sonhava em correr sem rumo, ver o mar, sentir um ar sem receio. Achava, como um bobo, que o mal era fácil, que era só acabar com os gigantes para termos paz.

Mas o mundo era pior lá fora. O mal era tudo. Os chefes, os gigantes, os homens, as lorotas para ficarmos quietos. Quando notei isso… algo em mim sumiu e nunca mais voltou a ser o mesmo.

Virei o que eu detestava. Era o jeito certo. Entendi que não importa o quanto se brigue, algo sempre manda em nós, faz o nosso futuro. Um ciclo de raiva, pena e repetição, que nos acaba a cada nova geração.

Liberdade?

A palavra virou azar. Quanto mais eu ia atrás, mais sumia. Cada escolha minha — cada vida que tirei, cada amigo que enganei — foi por ela. E mesmo assim, me vi preso. Preso a um futuro já feito. Preso ao que vi nos olhos do meu pai, do Zeke, em mim.

Sou livre? Não. Nunca fui. O mundo me deu asas e mostrou as correntes nas costas. Fui um boneco da minha ideia, um preso das escolhas que achava serem minhas de verdade.

E ainda assim... faria tudo de novo, sim.

Porque, lá no íntimo, há algo pior que estar preso: é gostar da prisão como casa. É se acostumar com isso. É se dobrar todo.

Então, podem me odiar. Me chamem de monstro, de doido varrido, de maluco de pedra. Mas eu briguei por algo de verdade. Por um berro que acorde o mundo, por um lugar sem cercas. Por um instante, mesmo que rápido, em que alguém possa falar: "Hoje, eu fiz o que quis."

Mesmo que eu me arrebente por causa disso, mesmo que eu não saia daqui nunca mais...

…que meu último suspiro cheire à liberdade.

 

Evil :)

Coe Stin o bglh é na visão do Eren