Oi...
Eu nĂŁo sei muito bem como começa uma carta, mas queria te dizer uma coisa que tĂĄ no meu peito faz tempo. Quando vocĂȘ passou aqui no outro dia e riu pra mim, eu fiquei vermelha igual tomate e nem consegui falar oi. VocĂȘ Ă© meu segredo bonito. Toda vez que venho aqui no pomar, fico imaginando a gente sentando junto e tomando limonada que a minha vĂł faz.
Se um dia vocĂȘ achar esse bilhete, nĂŁo conta pra ninguĂ©m... Ă© sĂł entre a gente, tĂĄ? đ
Assinado:
A menina do caderno azul (mas vocĂȘ me conhece sim, sĂł nĂŁo sabe ainda)