Foi debaixo de um daqueles dourados limoeiros que o encontrei pela primeira vez, meu coração bateu diferente do comum e eu sentia borboletas no meu estômago. Eu estava escrevendo, como sempre faço, quando ele apareceu, com um sorriso de canto e um aroma de reconfortante - e logo disse que minhas escritas pareciam dançar no papel, eu sorri, meio tímida, e ofereci um limão como presente, do qual ele aceitou como se fosse ouro.
Desde então, toda tarde ele me espera ali, sentamos lado a lado, sem dizer muito, só escutando o vento e os passarinhos, como se o mundo tivesse ficado mais quieto pra gente. Esse quentinho no peito que começa de mansinho, feito semente e cresce forte, igual aos galhos daquele limoeiro, com toda certeza deve ser amor!
Moon