Título: "A Cela Que Vive em Mim"
Roubaram meu corpo com muros, mas meu espírito nunca aceitou as grades. Aqui dentro, o tempo não passa — ele pesa. Não ouço vozes, só o eco da liberdade que um dia conheci.
Chamam-me louco, mas quem não enlouquece preso à ausência de si? Falam que mereci, mas não sabem quantas vezes lutei para ser ouvido. Não sou um monstro. Sou o reflexo do que tentaram calar.
Não quero vingança. Quero ar. Quero sol. Quero existir sem ser moldado por medo. E quando sair — porque eu vou sair — não serei apenas eu. Será cada alma oprimida que um dia se calou.