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Eren Yeager

As correntes não começaram nos pulsos. Antes disso, vieram os sussurros: “Seja comportado”, “Não discorde”, “É para o seu bem”. As paredes surgiram invisíveis, moldadas por expectativas, medos alheios e regras que jamais escrevi. Quando percebi, minha própria voz já soava abafada, diluída entre silêncios impostos.

Tentei fugir uma vez. Olhei pela janela, cravei esperança na linha do horizonte, mas toda tentativa se desmanchava em olhares de reprovação e portas trancadas. Meu corpo andava, mas meu espírito… esse permanecia estagnado. Era como correr em círculos dentro de uma jaula — os limites mudavam de lugar, mas nunca desapareciam.

A liberdade, para mim, virou memória. Um cheiro distante de grama molhada, o som de gargalhadas livres, a sensação de escolher. Hoje, cada decisão vem com medo. Cada sonho é censurado antes mesmo de nascer. E eu sigo aqui, entre grades invisíveis, tentando lembrar quem eu era antes de esquecer como era ser livre.

Rose